quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Descontruindo...

Como essa ideologia nos amarra... Cada dia me espanto mais. Controle das massas e lucro. É só isso o que importa! Li um trecho de um texto do filósofo Pierre Bourdieu, no qual ele explana sobre as relações de hierarquias. Ele aponta que as classes inferiores só existem porque aceitam a ideologia de uma classe dominante.
Eu, na minha insignificância, contesto essa afirmação. A atual sociedade em que nos encontramos enraizou suas relações de classes. A ditadura do proletariado defendida por Marx dificilmente ocorrerá. Esta burguesia fará de tudo para que não ocorra o verdadeiro colapso. Nada pode sair do controle. Tudo pode ser moldado. É essa a lógica. Não temos como escapar. Nos é imposto um círculo hermético onde o social é limitado.
Uma outra reflexão minha relacionada ao tema é sobre a nossa necessidade de acreditar. Acreditar em que? Em qualquer coisa, principalmente no que nos é favorável. É tão simples acreditar. Você não precisa fazer nada. Só esperar e tudo pode acontecer.
Acreditar retira toda a nossa responsabilidade e culpa. Se eu acredito e não acontece, foi porque não era a hora certa; Foi melhor assim. Agora, se acontece, valeu a pena acreditar.
Fazer acontecer é difícil. Concordo que nem tudo, ou melhor, nada está sob o nosso controle, mas acreditar é tão forte, tão estimulante, tão confortável que contrói no homem a sensação de não ter limites. O ser mais importante do planeta, digo, do universo. Egocentrismo em plena atividade.
É difícil acreditar que somos consequência do acaso. Incomoda, né? Não faria sentido à ideologia. Como propor ao humano que tudo o que ele faz não tem sentido transcendente? Realmente, construir tudo o que queremos ouvir é mais fácil e nos faz suportar.
Independente de querer ou não esta idologia para viver, sou escrava dela. O máximo do sopro de liberdade que possuo é quando consigo me abstrair das alienações e divagar pelos meus pensamentos utópicos.
Talvez, acreditar e aceitar, como diz Bourdieu, seja a melhor forma que a sociedade encontrou para não enlouquecer. Ou ainda, vivermos loucos e alienados, mas controlados.

Uma Humana

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Política não se discute!


Essa frase pronta é usada por muitos nesse país. Em uma mesa de bar conversamos sobre tudo, menos sobre política. Ora, mas tudo é política! Por que excluímos esse tema de nossa reflexão? Por não sabermos discutir profundamente sobre o tema (afinal, nem lembro em quem votei nas últimas eleições)? Por não existir comentarista aos domingos explincando um milhão de vezes aquela aprovação do Senado (Algum trocadilho com o futebol é mera coincidência)?
O povo brasileiro nunca foi estimulado pelos seus governantes a participar da vida política. A população é vista como massa de manobra. É só observar os presídios. Os presos não votam, por isso são esquecidos pelas autoridades políticas. Um sistema penitenciário desumano, sem a preocupação de recuperar ninguém. Claro, eles vão jogar investimentos fora com pessoas quem não vão retribuir em votos.
A única valorização que existe é o uso do voto obrigatório. Obrigar uma grande massa semi-analfabeta a votar em demagogos é uma bela estratégia. Ainda por cima se lhes oferecer uma merrequinha todo mês como um cala-boca.
Agora entra aquela outra frase odiosa: "Ele rouba, mas faz". Faça me o favor!!! Tem que fazer mesmo e não roubar. A gente abre mão de nossos direitos para escolher um representante que se comprometa por eles, e ele vai lá e constrói castelos, hotéis, coloca parentes no exercício de cargos públicos? Como assim? Vc coloca uma pessoa para defender interesses coletivos e ele só pensa nele? Ele recebe uma remuneração em torno de R$ 12.000,00, auxílio paletó, auxílio moradia, passagens aéreas e ainda precisa passar a mão no erário?
Acredito que só através da informação é que conseguiremos abrir os olhos da nação. Primeiro, os valores dos nossos impostos deveriam vir como uma fatura, uma espécie de cartão de crédito. Dividido em todas as contas perdemos a real noção do dinheiro investido por cada cidadão no país. Vendo que está pagando e que não está levando (ou levando de forma não desejada), aflora o sentimento de revolta.
Em segundo lugar, vamos acabar com esse rótulo de "corrupto", "quebra de decoro", "desvio de orçamento". Substituir por: ladrão; lesou a nação! Não é falta de respeito com nossos políticos, mas sim falar com clareza dos atos cometidos por eles. Chega de prerrogativa política! Se cometeu algum crime tem que pagar em dobro porque quebrou a nossa confiança depositada durante as eleições.
Inúmeras medidas precisam ser tomadas para acabar com a alienação de nosso povo para em seguida conquistarmos o prestígio político que, ao meu ver, nunca tivemos. Precisamos cobrar sim! Exigir sim! Políticos bandidos devem perder seus direitos políticos definitivamente. Só desta forma impedimos que elementos prejudiciais à saúde do país retornem ao cenário.
A chave de tudo é a educação. Só com pessoas conscientes é que vamos mudar o rumo de nosso país.

Uma Humana (revoltada!)