terça-feira, 22 de maio de 2012

Peito vazio

Mais uma vez volto a sentir uma dor no peito e um nó na garganta. Não é por um novo amor, mas pelo velho. Aquele que já me fez chorar tanto. Parece que a dor nos fascina porque a gente não consegue largar certos fardos. Ou pior, ver que o outro pode ter esquecido aquelas juras, aqueles carinhos, beijos... Torna insuportável o sentimento de vazio.
Por mais que eu seja uma mulher esclarecida, um pouco feminista e que contesta os paradigmas desta hipócrita sociedade, o advento da idade me deixa incomodada. Não pelo "simples" fato de me tornar uma balzaquiana mas por observar que minha vida não está do jeito que eu imaginei.
Quando eu era meninoca, brincava com minhas amiguinhas um jogo em que você mencionava a idade ideal para se casar, ter filhos e qual profissão seguir. Minha idade sonhada era os 25 anos. Pois é, criança não tem noção de nada mesmo! Brincadeiras infantis, para as meninas, que já imputam em nós as preocupações que deveremos ter, enquanto os meninos estão preocupados em se tornar o próximo artilheiro da seleção nos campinhos abandonados do subúrbio.
Questões que em minha fantasia inocente não teria grandes complicações. E por pensar desta forma até o término de meu namoro mais longo, não tenho como negar a influência de certos pensamentos.Meu problema é acreditar demais nas pessoas. Me doar demais.
Sou ciente de que vivemos em uma sociedade capitalista onde a palavra de ordem é: consuma. Consumir coisas e pessoas. Não é à toa que o patrão explora até a última gota de sangue do operário ou operária. E essa relação de tirar proveito, de lucrar, não se resume as relações de trabalho mas também diz respeito as relações que deveriam ser amorosas.
Penso que por esse motivo as pessoas se envolvem superficialmente com as outras. Não querem ficar no prejuízo. Não querem ser trocadas. Necessitam ser valorizadas. Quanto mais, melhor. Estamos falando de amor ou de mercadoria?
Acabo virando vítima nesta sociedade que presta atenção apenas nos valores e não nos sentimentos. Existe um medo de se demonstrar o que sente. Isso pode acontecer, talvez, porque uma calculadora não tem coração, apresenta apenas números, de preferência nas operações matemáticas de soma e multiplicação. É este o objetivo? Esquecer que temos um músculo que pulsa e que nos faz tomar caminhos incertos, e que provoca a sensação de perda, de desperdício de tempo? Ah, coração leviano! Um capitalista não aguenta suas fraquezas e indecisões.
E eu aqui, ainda com a sensação de que poderia ter feito diferente, poderia... Insatisfeita com certos rumos que tomei ou que a vida me levou a tomar. Será que viver é se lamentar do que foi ou deixou de ser vivido? Ai, que coisa melancólica.
Peço perdão a quem ler este confuso desabafo, mas estou desnorteada. Não sei o que fazer e sentindo esta pressão aqui dentro. Dias melhores virão mas é difícil acreditar nisso.
Quero romper com esse estigma de que mulher realizada é aquela casada e com filhos, típico de final de novelas, contudo, a carga da ideologia dominante me sufoca. Mal consigo respirar.
Quero terminar o texto sem final feliz. Até mesmo porque não estou no meu melhor momento e porque estou muito longe do fim. Meu desejo é poder gerar um censo crítico ativo sobre estas questões e que eu viva esta consciente noção.

Só um adendo: estou na TPM. Não é para desqualificar minha escrita mas para se compreender a intensidade da mesma.

Uma Humana

domingo, 6 de novembro de 2011

Mudanças

Sabe qual é uma das melhores coisas de ser humano? É a percepção da diferença dos sentimentos. Um dia triste, outro mais ou menos, e no outro feliz demais!
Por muitas vezes você se dedica, faz tudo certo e nada acontece. A falta de reconhecimento, para mim, é um grande mal da humanidade. Acredito que a partir disso, muitas pessoas acabam desenvolvendo a inveja, a ambição, o desprezo, a melancolia, a depressão...
Mas, quando eu estou quase perdendo a esperança nas boas intenções dos seres, me aparece um humano e me faz perceber que nem tudo está perdido. Me faz ver que o mundo é muito maior do que aquele mundinho que nos cerca. Que é muito bom ser surpreendida por ações não calculadas, que enfrentar os medos e se jogar para novas sensações é que faz a vida valer a pena.
Cada vez mais aprendo que cada dia deve ser especial. e que a ideia do imortal é cruel demais por nos fazer adiar os nossos sonhos e nossas emoções. Portanto, precisamos nos libertar de certas amarras da falsa moralidade que limitam a nossas experimentações. Eu quero é mais!!!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Incrédula!

Tenho andado triste. Mais uma vez me deparei com o egoísmo e a falta de respeito com o humano. Isso me faz pensar se realmente vale a pena continuar insistindo em relacionamentos. Juro que dessa vez foi um duro golpe.
Imagino que daqui a um tempo eu olhe para trás e ria dos tipo de pensamento que está em minha mente atualmente. Será que devo trocar o certo pelo duvidoso? Mas e se o certo também é duvidoso? Será que não é radical demais punir por um erro? E se eu der uma chance e a pessoa vacilar outra vez?
Acho que não quero alterar minha zona de conforto. Mas conviver com alguém que feriu minha confiança é fazer com que esta zona de conforto não exista mais. O que sobrou foram as possibilidades que tinhamos e os bons momentos que tivemos. O nosso futuro, juntos, não existe mais. Pelo menos, eu não enxergo mais.
Ai, e que falta de ânimo. Algo que me consome. Aperta o peito e dá um nó na garganta. Lágrimas correm de meu rosto sem que eu perceba. Estou triste. Mas uma vez terei que destruir sonhos para quem sabe, construí-los novamente com outro alguém. Mas não é isso que eu queria.
Sei que depositar a felicidade em alguém é um erro, mas a maioria acaba fazendo isso. Não me excluo, afinal, sou uma humana. Nesse momento queria ser uma alienígena. Voar para um outro planeta porque este aqui está pequeno. As pessoas tem nomes, endereços, tamanhos, estéticas diferentes mas só buscam aproveitar-se de alguém. Eu sou sempre este alguém.
Como não mudar? Vou continuar sendo a mesma pessoa por que? Para continuarem a abusar de minha boa fé?
Só não quero me transformar em uma pessoa amarga e pessimista. Tento equilibrar o conhecimento e expperiência de minhas decepções com a esperança e maturidade de uma mulher quase balzaquiana. Prefiro terminar esse desabafo acreditando que isso seja possível.
:o)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Individualismo

Vou relatar um fato que presenciei hoje em uma rua de Botafogo (RJ) e que me fez refletir bastante. O ônibus em que eu estava entrou em um engarrafamento devido ao sinal de trânsito que demora para liberar a passagem para carros e é muito rápido para voltar ao vermelho. Logo, comecei a ouvir a sirene de uma ambulância do corpo de bombeiros. Todos encostavam seus carros para abrir passagem para o socorro móvel. Quando passou lentamente pelo ônibus em que eu estava consegui ver uma pessoa sendo atendida.
Quando faltavam poucos carros para a ambulância passar o sinal, o mesmo ficou vermelho. Foi aí que se deu o caos: este semáforo possuía pardal (aparelho que multa o veículo que ultrapassar o sinal vermelho). Nenhum dos carros da linha da frente moveu-se um centímetro sequer. Uma vida ou uma multa?
Esquecemos do nosso dever de ajudar o próximo. Esquecemos e justificamos a nossa falta de solidariedade com o próximo. Essa multa pode-se recorrer alegando a justa passagem à ambulância. Mas quem quer ter dor de cabeça? "Não vou criar mais problemas". E se aquele minuto e meio em que o sinal permaneceu fechado, fora o trânsito que já estava caótico, fez diferença no atendimento daquela pessoa??? E o seu papel de cidadão não foi cumprido.
O individualismo fala mais alto. Infelizmente, por vivermos em uma sociedade capitalista que preza mais o dinheiro do que o homem, as atitudes mesquinhas são compreendidas e aceitas.
Pare e reflita. Qual seria a sua atitude?

Uma Humana

sábado, 6 de março de 2010

Mulher!

Oito de março, dia internacional da mulher. Notório!!! A sociedade comemora esta data, mas isso é tão contraditório. Uma sociedade que oprime tanto e cria uma data para homenagear o seu objeto de opressão.
Meu olhar hoje está voltado para a mídia (mais uma vez!). Quando estou em casa, assisto à novela das oito (caso contrário, fico trancada no quarto sem convivência familiar) e começo a observar os dramas de suas protagonistas e coadjuvantes. Mulheres que inicialmente mostram sua independência, compatível à teórica imagem da mulher do século XXI, mas que ao decorrer dos capítulos assistimos à velha mulher insegura, traída e refém do corpo perfeito, personagem que nunca sai dos roteiros.
Uma tenta sustentar o casamento a todo custo, a outra só não se entrega as investidas do galanteador por não ter certeza da infidelidade de seu esposo, tem outra também que se permite ser objeto sexual enquanto a esposa de seu amante não percebe. Elas são as protagonistas de todo o sofrimento e culpa da trama.
A visão da mulher submissa, dependente, presa às amarras de uma ideologia machista estão o tempo todo presentes ao longo da novela que apresentava, inicialmente, uma outra imagem da mulher.
Ficamos na vontade de assistir um folhetim que encare o controle de massa. O que nos é ofertado nas emissoras de canal aberto é a exploração da mulher através de seu esteriótipo com personagens sofridas e com a única meta que significa plena realização: o casamento.
Concluo este desabafo certa de que ainda há um longo caminho para as mudanças dessas idéias arcaicas sobre a mulher. Espero que a visão crítica sobre essas encenações do progresso sejam cada vez mais frequentes.

Uma Humana

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Novas postagens em breve!!!

Caros amigos,
Sei que ando em falta com minhas postagens. Me falta tempo, não criticas. Rs
Prometo que em poucos dias apimento um pouco mais esse blog. Provavelmente será um assunto relacionado as relações de gênero.
Bom, até lá.

Uma humana

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Essa é boa!!!



Mais uma retirada do site kibeloco.com
Uma Humana