Todos nós desejamos, durante as festas de confraternização de fim de ano, saúde, sucesso e paz para os nossos parentes e amigos. São saudações convencionais. Mas, a partir de hoje, passarei a desejar caos aos meus chegados.
Não um caos ruim. Claro que não! Mas um caos que transforme a vida. Que acrescente efervescência de sentimentos e sensações. Que seja regado por incertezas e ansiedades colossais.
Parece crueldade, né? Apenas parece. Essas emoções se assemelham à paixão. Lembra? Pois é... A gente aqui, no auge de nossa existência, tão soberbos, tão racionais e sem expectativas de deixar-me envolver por essa experiência tão banal e tão "teen". Quando somos acometidos por uma felicidade tamanha por conseguir aquele beijo, aquela atenção.
Se eu, uma balzaquiana, com estimativa de viver até os 80 anos acreditar que passarei os próximos 50 anos com 'paz', do que valerá isso tudo. Ok, ok, não vamos levar tudo tão à sério mas me sinto vigiada. Tenho que estar no controle de tudo, independentes, linda, segura e um milhão de outras coisas. Eu não quero levar essa carga toda. Também não penso em encontrar alguém para carregá-la.
O que quero? Me deixar levar. Sentir um turbilhão de sensações ao lado daquela pessoa. Ver o celular tocar e sorrir por saber que aquela pessoa também sente sua falta. Ficar zangada com essa paixonite mas ao olhar em seus olhos ou ouvir sua voz esquecer toda aquela programada eloquência da bronca.
Sim, fui afetada pelo caos. E isso é bom! Me sinto humana. Acreditava que isso não era mais possível. E foi! E sabe o que é melhor? Não tem o peso de antigas relações onde tudo tem que gerar algo. Maldito sistema capitalista. Nossas relações amorosas precisam ter produção, caso contrário é prejuízo.
Quero leveza, sorrisos e cafuné. Vou desejar isso nos próximos cartões de aniversário. Sair do tradicional. Quem sabe assim perceba-se mais facilmente um 'desejo' se tornar realidade.
Uma Humana
Uma humana que busca contato com outros humanos com a finalidade de trocar idéias. Obrigada pela visita. anita.castro@ymail.com
sábado, 19 de janeiro de 2013
domingo, 12 de agosto de 2012
Qual é o valor da mulher?
Será que temos mesmo valor? Será que somos mercadorias para sermos rotuladas e marcadas com preços? A sociedade machista continua a nos encarcerar com suas falsas moralidades e hipócritas regras. Porque devemos nos comportar? Porque a liberdade sexual feminina ainda não existe?
Não venha me dizer que conquistamos o mundo. Até já conseguimos alterar algumas estruturas físicas mas o pensamento pouco avançou em relação ao conceito de igualdade. Temos como ponto de partida uma analise histórica. A imagem da pureza era(é) algo a ser preservado tanto pela família quanto pela Igreja e outras instituições.
Antigas sociedades precisavam mostrar a honra de suas famílias através da prova de virgindade após o matrimônio. O próprio casamento é em si um ritual que apresenta a todos pelos seus símbolos o quanto imaculada e valiosa aquela mulher que conseguiu um homem que a "promovesse" ao status de esposável.
Essa exaltação do virginal não tem fundamento apenas na doutrina cristã que devota uma mulher intocada como a mãe do salvador mas também deve-se à lógica da propriedade privada. A garantia de herança se faz pela procriação de filhos desejáveis e isto realiza-se com o controle da sexualidade feminina. Desta forma, a educação moralista e castradora vigora como a condutora do zelo patrimonial. Com isso, os pais escolhiam os futuros maridos para as suas filhas não com a intenção de felicidade amorosa mas calculando os lucros econômico com a união das famílias.
Não é à toa que as regras de etiqueta são muito mais rigorosas para as mulheres pois era através delas que se conhecia uma "moça de família" e com ele o julgo e o prestígio da propriedade.
Podemos então dizer que esta união de interesses não existe mais? Muito arriscado dizer que ela foi completamente abolida. Podemos dizer que esse costume já não é mais o predominante mas ele ainda paira nas mentes mais arcaicas que nos rodeiam.
Se uma mulher, nos tempos atuais, for considerada inadequada por ser mãe solteira, ou por ser completamente independente, ou mais ainda, por está beirando o limite de sua idade reprodutiva, ela terá seu status social restituído se por ventura casar-se com um homem que possua posses, dinheiro!
É por essas e outras que não consigo enxergar a união matrimonial diferente de uma prostituição institucionalizada.
Com essa breve análise sobre o histórico da exaltação da pureza que podemos estudar algumas situações contemporâneas. A propagada liberdade sexual alcançada nos anos 70 não foi tão longe assim. Ainda hoje a mulher é estigmatizada por aqueles que acreditam que ela possua um comportamento inadequado.
O que seria inadequado? Manter-se em casa à espera de um suposto marido redentor? Acredito que isso está mais para um conto de fadas do que para a vida real. Aliás, essas histórias "infantis" onde são construídos homens perfeitos e mocinhas indefesas são ponto crucial para a formação de um imaginário ideal feminino onde a realização de sua vida está na constituição de uma família com uma grande prole. Símbolos da realização. É o típico final feliz.
Voltando a algumas questões atuais, se uma mulher consegue realização profissional e intelectual, isso ainda não são provas de sua felicidade. Não temos direito de escolha. Nascemos para procriar e não seremos nada sem tal feito. Além disso, a doutrina cristã ainda vigora fortemente em nosso meio. Prova disso são as discussões sobre o aborto, ou a falta de debates sobre este assunto que demonstraria a liberdade da mulher com o seu corpo.
Ao falar sobre isso, outro tema me vem em mente: a masturbação. Ato tão simples e
que pode ser solitário mas que é um tabu para nós. Somos reprimidas à ignorar nosso corpo, como algo impuro e imoral que freiam nossos instintos mais naturais quando chegamos a idade adulta causando-nos insegurança durante o sexo e associando prazer com dependência sentimental.
E depois de tanta repressão e de castidade imposta, devemos satisfazer todas as vontades e fantasias do homem com quem estamos na ameaça de o perde-lo para uma outra mulher. E isso acaba gerando um outro problema: a rivalidade feminina.
Sabemos por dados estatísticos que somos o gênero em maioria no mundo, mas não devemos aceitar a provocação machista de que deve-se batalhar pelo macho. Não defendo aqui a vida monogâmica ou não, mas não precisamos nos digladiar por alguém. Cada vez que diminuímos uma mulher, perdemos uma batalha. E geralmente essa diminuição moral ocorre fazendo-se referências ao lado sexual: piranha, puta, galinha, cachorra... Associações que remetem a diversidade sexual, portanto, característica de perda de valor.
Essa é uma discussão com mutias vertentes mas uma só conclusão: nós mulheres precisamos identificar tudo aquilo que nos agride, que nos desune, que nos impede de avançar. Acredito que devemos aprofundar em todos estes temas para que possamos de fato alcançar a igualdade moral e de direitos.
Uma Humana
Não venha me dizer que conquistamos o mundo. Até já conseguimos alterar algumas estruturas físicas mas o pensamento pouco avançou em relação ao conceito de igualdade. Temos como ponto de partida uma analise histórica. A imagem da pureza era(é) algo a ser preservado tanto pela família quanto pela Igreja e outras instituições.
Antigas sociedades precisavam mostrar a honra de suas famílias através da prova de virgindade após o matrimônio. O próprio casamento é em si um ritual que apresenta a todos pelos seus símbolos o quanto imaculada e valiosa aquela mulher que conseguiu um homem que a "promovesse" ao status de esposável.
Essa exaltação do virginal não tem fundamento apenas na doutrina cristã que devota uma mulher intocada como a mãe do salvador mas também deve-se à lógica da propriedade privada. A garantia de herança se faz pela procriação de filhos desejáveis e isto realiza-se com o controle da sexualidade feminina. Desta forma, a educação moralista e castradora vigora como a condutora do zelo patrimonial. Com isso, os pais escolhiam os futuros maridos para as suas filhas não com a intenção de felicidade amorosa mas calculando os lucros econômico com a união das famílias.
Não é à toa que as regras de etiqueta são muito mais rigorosas para as mulheres pois era através delas que se conhecia uma "moça de família" e com ele o julgo e o prestígio da propriedade.
Podemos então dizer que esta união de interesses não existe mais? Muito arriscado dizer que ela foi completamente abolida. Podemos dizer que esse costume já não é mais o predominante mas ele ainda paira nas mentes mais arcaicas que nos rodeiam.
Se uma mulher, nos tempos atuais, for considerada inadequada por ser mãe solteira, ou por ser completamente independente, ou mais ainda, por está beirando o limite de sua idade reprodutiva, ela terá seu status social restituído se por ventura casar-se com um homem que possua posses, dinheiro!
É por essas e outras que não consigo enxergar a união matrimonial diferente de uma prostituição institucionalizada.
Com essa breve análise sobre o histórico da exaltação da pureza que podemos estudar algumas situações contemporâneas. A propagada liberdade sexual alcançada nos anos 70 não foi tão longe assim. Ainda hoje a mulher é estigmatizada por aqueles que acreditam que ela possua um comportamento inadequado.
O que seria inadequado? Manter-se em casa à espera de um suposto marido redentor? Acredito que isso está mais para um conto de fadas do que para a vida real. Aliás, essas histórias "infantis" onde são construídos homens perfeitos e mocinhas indefesas são ponto crucial para a formação de um imaginário ideal feminino onde a realização de sua vida está na constituição de uma família com uma grande prole. Símbolos da realização. É o típico final feliz.
Voltando a algumas questões atuais, se uma mulher consegue realização profissional e intelectual, isso ainda não são provas de sua felicidade. Não temos direito de escolha. Nascemos para procriar e não seremos nada sem tal feito. Além disso, a doutrina cristã ainda vigora fortemente em nosso meio. Prova disso são as discussões sobre o aborto, ou a falta de debates sobre este assunto que demonstraria a liberdade da mulher com o seu corpo.
Ao falar sobre isso, outro tema me vem em mente: a masturbação. Ato tão simples e
que pode ser solitário mas que é um tabu para nós. Somos reprimidas à ignorar nosso corpo, como algo impuro e imoral que freiam nossos instintos mais naturais quando chegamos a idade adulta causando-nos insegurança durante o sexo e associando prazer com dependência sentimental.
E depois de tanta repressão e de castidade imposta, devemos satisfazer todas as vontades e fantasias do homem com quem estamos na ameaça de o perde-lo para uma outra mulher. E isso acaba gerando um outro problema: a rivalidade feminina.
Sabemos por dados estatísticos que somos o gênero em maioria no mundo, mas não devemos aceitar a provocação machista de que deve-se batalhar pelo macho. Não defendo aqui a vida monogâmica ou não, mas não precisamos nos digladiar por alguém. Cada vez que diminuímos uma mulher, perdemos uma batalha. E geralmente essa diminuição moral ocorre fazendo-se referências ao lado sexual: piranha, puta, galinha, cachorra... Associações que remetem a diversidade sexual, portanto, característica de perda de valor.
Essa é uma discussão com mutias vertentes mas uma só conclusão: nós mulheres precisamos identificar tudo aquilo que nos agride, que nos desune, que nos impede de avançar. Acredito que devemos aprofundar em todos estes temas para que possamos de fato alcançar a igualdade moral e de direitos.
Uma Humana
quarta-feira, 11 de julho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Divagando
Sabe aquele momento que você pediu aos céus que acontecesse e ele acontece? Tudo do jeito que você sempre sonhou, desejou, planejou?Pois é... Isso não me trouxe a realização esperada.
Talvez esse papo de só um novo amor cura as feridas de um velho amor não funcione comigo. Ou será que sou exigente demais? Talvez não tenha dado tempo o suficiente para a cicatrização. Ou pior, vou cair naquela que mulher gosta mesmo é das coisas complicadas, aquelas que não sabemos que não tem mudanças mas que precisamos nos enganar e continuar tentando.
É um gosto sadomasoquista. Será? Ou é o simples e complexo amor? Aquele que nos cega diante das limitações e defeitos e nos traz a total sensação de felicidade. Aquele que nos faz sonhar, criar planos...
Me sinto confusa. Estou com uma pessoa que sempre quis ficar mas não estou plena. Como faz? Vou dar tempo ao tempo. Quem sabe o coração se apega de verdade?
Talvez esse papo de só um novo amor cura as feridas de um velho amor não funcione comigo. Ou será que sou exigente demais? Talvez não tenha dado tempo o suficiente para a cicatrização. Ou pior, vou cair naquela que mulher gosta mesmo é das coisas complicadas, aquelas que não sabemos que não tem mudanças mas que precisamos nos enganar e continuar tentando.
É um gosto sadomasoquista. Será? Ou é o simples e complexo amor? Aquele que nos cega diante das limitações e defeitos e nos traz a total sensação de felicidade. Aquele que nos faz sonhar, criar planos...
Me sinto confusa. Estou com uma pessoa que sempre quis ficar mas não estou plena. Como faz? Vou dar tempo ao tempo. Quem sabe o coração se apega de verdade?
terça-feira, 22 de maio de 2012
Peito vazio
Mais uma vez volto a sentir uma dor no peito e um nó na garganta. Não é por um novo amor, mas pelo velho. Aquele que já me fez chorar tanto. Parece que a dor nos fascina porque a gente não consegue largar certos fardos. Ou pior, ver que o outro pode ter esquecido aquelas juras, aqueles carinhos, beijos... Torna insuportável o sentimento de vazio.
Por mais que eu seja uma mulher esclarecida, um pouco feminista e que contesta os paradigmas desta hipócrita sociedade, o advento da idade me deixa incomodada. Não pelo "simples" fato de me tornar uma balzaquiana mas por observar que minha vida não está do jeito que eu imaginei.
Quando eu era meninoca, brincava com minhas amiguinhas um jogo em que você mencionava a idade ideal para se casar, ter filhos e qual profissão seguir. Minha idade sonhada era os 25 anos. Pois é, criança não tem noção de nada mesmo! Brincadeiras infantis, para as meninas, que já imputam em nós as preocupações que deveremos ter, enquanto os meninos estão preocupados em se tornar o próximo artilheiro da seleção nos campinhos abandonados do subúrbio.
Questões que em minha fantasia inocente não teria grandes complicações. E por pensar desta forma até o término de meu namoro mais longo, não tenho como negar a influência de certos pensamentos.Meu problema é acreditar demais nas pessoas. Me doar demais.
Sou ciente de que vivemos em uma sociedade capitalista onde a palavra de ordem é: consuma. Consumir coisas e pessoas. Não é à toa que o patrão explora até a última gota de sangue do operário ou operária. E essa relação de tirar proveito, de lucrar, não se resume as relações de trabalho mas também diz respeito as relações que deveriam ser amorosas.
Penso que por esse motivo as pessoas se envolvem superficialmente com as outras. Não querem ficar no prejuízo. Não querem ser trocadas. Necessitam ser valorizadas. Quanto mais, melhor. Estamos falando de amor ou de mercadoria?
Acabo virando vítima nesta sociedade que presta atenção apenas nos valores e não nos sentimentos. Existe um medo de se demonstrar o que sente. Isso pode acontecer, talvez, porque uma calculadora não tem coração, apresenta apenas números, de preferência nas operações matemáticas de soma e multiplicação. É este o objetivo? Esquecer que temos um músculo que pulsa e que nos faz tomar caminhos incertos, e que provoca a sensação de perda, de desperdício de tempo? Ah, coração leviano! Um capitalista não aguenta suas fraquezas e indecisões.
E eu aqui, ainda com a sensação de que poderia ter feito diferente, poderia... Insatisfeita com certos rumos que tomei ou que a vida me levou a tomar. Será que viver é se lamentar do que foi ou deixou de ser vivido? Ai, que coisa melancólica.
Peço perdão a quem ler este confuso desabafo, mas estou desnorteada. Não sei o que fazer e sentindo esta pressão aqui dentro. Dias melhores virão mas é difícil acreditar nisso.
Quero romper com esse estigma de que mulher realizada é aquela casada e com filhos, típico de final de novelas, contudo, a carga da ideologia dominante me sufoca. Mal consigo respirar.
Quero terminar o texto sem final feliz. Até mesmo porque não estou no meu melhor momento e porque estou muito longe do fim. Meu desejo é poder gerar um censo crítico ativo sobre estas questões e que eu viva esta consciente noção.
Só um adendo: estou na TPM. Não é para desqualificar minha escrita mas para se compreender a intensidade da mesma.
Uma Humana
Por mais que eu seja uma mulher esclarecida, um pouco feminista e que contesta os paradigmas desta hipócrita sociedade, o advento da idade me deixa incomodada. Não pelo "simples" fato de me tornar uma balzaquiana mas por observar que minha vida não está do jeito que eu imaginei.
Quando eu era meninoca, brincava com minhas amiguinhas um jogo em que você mencionava a idade ideal para se casar, ter filhos e qual profissão seguir. Minha idade sonhada era os 25 anos. Pois é, criança não tem noção de nada mesmo! Brincadeiras infantis, para as meninas, que já imputam em nós as preocupações que deveremos ter, enquanto os meninos estão preocupados em se tornar o próximo artilheiro da seleção nos campinhos abandonados do subúrbio.
Questões que em minha fantasia inocente não teria grandes complicações. E por pensar desta forma até o término de meu namoro mais longo, não tenho como negar a influência de certos pensamentos.Meu problema é acreditar demais nas pessoas. Me doar demais.
Sou ciente de que vivemos em uma sociedade capitalista onde a palavra de ordem é: consuma. Consumir coisas e pessoas. Não é à toa que o patrão explora até a última gota de sangue do operário ou operária. E essa relação de tirar proveito, de lucrar, não se resume as relações de trabalho mas também diz respeito as relações que deveriam ser amorosas.
Penso que por esse motivo as pessoas se envolvem superficialmente com as outras. Não querem ficar no prejuízo. Não querem ser trocadas. Necessitam ser valorizadas. Quanto mais, melhor. Estamos falando de amor ou de mercadoria?
Acabo virando vítima nesta sociedade que presta atenção apenas nos valores e não nos sentimentos. Existe um medo de se demonstrar o que sente. Isso pode acontecer, talvez, porque uma calculadora não tem coração, apresenta apenas números, de preferência nas operações matemáticas de soma e multiplicação. É este o objetivo? Esquecer que temos um músculo que pulsa e que nos faz tomar caminhos incertos, e que provoca a sensação de perda, de desperdício de tempo? Ah, coração leviano! Um capitalista não aguenta suas fraquezas e indecisões.
E eu aqui, ainda com a sensação de que poderia ter feito diferente, poderia... Insatisfeita com certos rumos que tomei ou que a vida me levou a tomar. Será que viver é se lamentar do que foi ou deixou de ser vivido? Ai, que coisa melancólica.
Peço perdão a quem ler este confuso desabafo, mas estou desnorteada. Não sei o que fazer e sentindo esta pressão aqui dentro. Dias melhores virão mas é difícil acreditar nisso.
Quero romper com esse estigma de que mulher realizada é aquela casada e com filhos, típico de final de novelas, contudo, a carga da ideologia dominante me sufoca. Mal consigo respirar.
Quero terminar o texto sem final feliz. Até mesmo porque não estou no meu melhor momento e porque estou muito longe do fim. Meu desejo é poder gerar um censo crítico ativo sobre estas questões e que eu viva esta consciente noção.
Só um adendo: estou na TPM. Não é para desqualificar minha escrita mas para se compreender a intensidade da mesma.
Uma Humana
domingo, 6 de novembro de 2011
Mudanças
Sabe qual é uma das melhores coisas de ser humano? É a percepção da diferença dos sentimentos. Um dia triste, outro mais ou menos, e no outro feliz demais!
Por muitas vezes você se dedica, faz tudo certo e nada acontece. A falta de reconhecimento, para mim, é um grande mal da humanidade. Acredito que a partir disso, muitas pessoas acabam desenvolvendo a inveja, a ambição, o desprezo, a melancolia, a depressão...
Mas, quando eu estou quase perdendo a esperança nas boas intenções dos seres, me aparece um humano e me faz perceber que nem tudo está perdido. Me faz ver que o mundo é muito maior do que aquele mundinho que nos cerca. Que é muito bom ser surpreendida por ações não calculadas, que enfrentar os medos e se jogar para novas sensações é que faz a vida valer a pena.
Cada vez mais aprendo que cada dia deve ser especial. e que a ideia do imortal é cruel demais por nos fazer adiar os nossos sonhos e nossas emoções. Portanto, precisamos nos libertar de certas amarras da falsa moralidade que limitam a nossas experimentações. Eu quero é mais!!!
Por muitas vezes você se dedica, faz tudo certo e nada acontece. A falta de reconhecimento, para mim, é um grande mal da humanidade. Acredito que a partir disso, muitas pessoas acabam desenvolvendo a inveja, a ambição, o desprezo, a melancolia, a depressão...
Mas, quando eu estou quase perdendo a esperança nas boas intenções dos seres, me aparece um humano e me faz perceber que nem tudo está perdido. Me faz ver que o mundo é muito maior do que aquele mundinho que nos cerca. Que é muito bom ser surpreendida por ações não calculadas, que enfrentar os medos e se jogar para novas sensações é que faz a vida valer a pena.
Cada vez mais aprendo que cada dia deve ser especial. e que a ideia do imortal é cruel demais por nos fazer adiar os nossos sonhos e nossas emoções. Portanto, precisamos nos libertar de certas amarras da falsa moralidade que limitam a nossas experimentações. Eu quero é mais!!!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Incrédula!
Tenho andado triste. Mais uma vez me deparei com o egoísmo e a falta de respeito com o humano. Isso me faz pensar se realmente vale a pena continuar insistindo em relacionamentos. Juro que dessa vez foi um duro golpe.
Imagino que daqui a um tempo eu olhe para trás e ria dos tipo de pensamento que está em minha mente atualmente. Será que devo trocar o certo pelo duvidoso? Mas e se o certo também é duvidoso? Será que não é radical demais punir por um erro? E se eu der uma chance e a pessoa vacilar outra vez?
Acho que não quero alterar minha zona de conforto. Mas conviver com alguém que feriu minha confiança é fazer com que esta zona de conforto não exista mais. O que sobrou foram as possibilidades que tinhamos e os bons momentos que tivemos. O nosso futuro, juntos, não existe mais. Pelo menos, eu não enxergo mais.
Ai, e que falta de ânimo. Algo que me consome. Aperta o peito e dá um nó na garganta. Lágrimas correm de meu rosto sem que eu perceba. Estou triste. Mas uma vez terei que destruir sonhos para quem sabe, construí-los novamente com outro alguém. Mas não é isso que eu queria.
Sei que depositar a felicidade em alguém é um erro, mas a maioria acaba fazendo isso. Não me excluo, afinal, sou uma humana. Nesse momento queria ser uma alienígena. Voar para um outro planeta porque este aqui está pequeno. As pessoas tem nomes, endereços, tamanhos, estéticas diferentes mas só buscam aproveitar-se de alguém. Eu sou sempre este alguém.
Como não mudar? Vou continuar sendo a mesma pessoa por que? Para continuarem a abusar de minha boa fé?
Só não quero me transformar em uma pessoa amarga e pessimista. Tento equilibrar o conhecimento e expperiência de minhas decepções com a esperança e maturidade de uma mulher quase balzaquiana. Prefiro terminar esse desabafo acreditando que isso seja possível.
:o)
Imagino que daqui a um tempo eu olhe para trás e ria dos tipo de pensamento que está em minha mente atualmente. Será que devo trocar o certo pelo duvidoso? Mas e se o certo também é duvidoso? Será que não é radical demais punir por um erro? E se eu der uma chance e a pessoa vacilar outra vez?
Acho que não quero alterar minha zona de conforto. Mas conviver com alguém que feriu minha confiança é fazer com que esta zona de conforto não exista mais. O que sobrou foram as possibilidades que tinhamos e os bons momentos que tivemos. O nosso futuro, juntos, não existe mais. Pelo menos, eu não enxergo mais.
Ai, e que falta de ânimo. Algo que me consome. Aperta o peito e dá um nó na garganta. Lágrimas correm de meu rosto sem que eu perceba. Estou triste. Mas uma vez terei que destruir sonhos para quem sabe, construí-los novamente com outro alguém. Mas não é isso que eu queria.
Sei que depositar a felicidade em alguém é um erro, mas a maioria acaba fazendo isso. Não me excluo, afinal, sou uma humana. Nesse momento queria ser uma alienígena. Voar para um outro planeta porque este aqui está pequeno. As pessoas tem nomes, endereços, tamanhos, estéticas diferentes mas só buscam aproveitar-se de alguém. Eu sou sempre este alguém.
Como não mudar? Vou continuar sendo a mesma pessoa por que? Para continuarem a abusar de minha boa fé?
Só não quero me transformar em uma pessoa amarga e pessimista. Tento equilibrar o conhecimento e expperiência de minhas decepções com a esperança e maturidade de uma mulher quase balzaquiana. Prefiro terminar esse desabafo acreditando que isso seja possível.
:o)
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